É muito comum a procura de um pediatra para a avaliação do crescimento da criança.

Para saber se a criança está crescendo adequadamente, é essencial que se tenha um acompanhamento longitudinal com medidas de altura. A altura, por sua vez, deverá ser plotada em um gráfico de crescimento e, a partir daí, teremos como avaliar se o crescimento está satisfatório.

Considera-se baixa estatura quando a criança está abaixo do terceiro percentil da curva de estatura para idade e sexo de sua população ou quando ela se encontra abaixo do padrão previsto pela altura dos pais (canal familiar).

Culturalmente, tem-se o conceito de que o homem tem de ser alto, associando-se estatura com sucesso, o que pode fazer com que os pais iniciem tratamentos duvidosos para seus filhos.

Um hábito de vida saudável é indispensável para um crescimento efetivo, portanto:

·        Alimente-se bem (com todos os grupos de alimentos), evitando-se produtos industrializados e com alto teor de açúcares/gordura;

·        Pratique atividade física regularmente;

·        Tenha um sono tranquilo e com duração adequada que varia conforme a faixa etária.

Segundo a National Sleep Foundation, a quantidade de sono ideal para cada faixa etária segue abaixo:

·        0 a 2 meses: 12-18h/dia

·        3 a 11 meses: 14-15h/dia

·        1 a 3 anos: 12-14h/dia

·        3 a 5 anos: 11-13h/dia

·        5 a 10 anos: 10-11h/dia

·        10 a 17 anos: 8,5-9,25h/dia

Os fatores externos, principalmente os aspectos nutricionais, são essenciais no crescimento intrauterino e nos primeiros dois anos de vida.

Várias são as causas do déficit de crescimento, mas ainda existem as causas idiopáticas, ou seja, desconhecidas.

Dentre as causas conhecidas se encontram:

·        Desnutrição

·        Secundária à doença crônica (ex. cardiopatia, doenças pulmonares, doenças renais, etc.)

·        Endocrinológicas (ex. deficiência de hormônio de crescimento, Cushing, hipotireoidismo, etc.)

·        Secundária ao uso de medicações (ex. corticosteróides)

·        Secundária à restrição de crescimento intra-uterino

·        Doenças genéticas (ex. síndrome de Turner, Noonan, etc.)

O tratamento dependerá da causa da baixa estatura, não sendo necessário o uso do hormônio de crescimento em todos os casos.

Devido ao fato de existirem inúmeras variáveis no diagnóstico de baixa estatura o seu seguimento deve ser realizado por um profissional qualificado.

 

Dra. Mariana Zorrón Mei Hsia Pu – endocrinologista pediátrica

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