O refluxo gastroesofágico é quando o alimento volta do estômago para o esôfago, e isso pode estar ou não acompanhado de vômito e regurgitação. Ele é considerado um episódio fisiológico e pode ocorrer várias vezes por dia em pessoas saudáveis. No caso dos bebês, estudos apontam que cerca de 67% deles regurgitam pelo menos uma vez ao dia no quarto mês de vida e que os sintomas melhoram até o 12º ou 15º mês de idade. Ele não é considerado uma doença se o bebê ganha peso normalmente e não apresenta sinais de irritação e desconforto.

O refluxo gastroesofágico é comum nos bebês porque o mecanismo que devolve os alimentos do esôfago para o estômago ainda está em desenvolvimento no primeiro ano de vida. O esfíncter do esôfago, que é a válvula que faz a passagem do alimento entre os dois órgãos, fica mais tempo relaxado, o que facilita o retorno do que foi ingerido. Com o passar do tempo, o esôfago abdominal se alonga e o bebê começa a ingerir alimentos mais sólidos e a ficar menos tempo deitado, o que tende a diminuir o problema.

No entanto, quando o refluxo gastroesofágico apresenta outros tipos de incômodos e sintomas, pode ser considerado uma doença, chamada Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) e, portanto, precisa de tratamento. Ela pode ser causada por uma má-formação no aparelho digestivo e por má alimentação. Os principais sinais são irritabilidade, baixo ganho de peso, vômitos, recusa de alimentos, dor e regurgitação frequente. Se a criança apresentar esses sintomas, é necessário procurar um pediatra, que pode indicar tratamentos que vão desde o uso de medicamentos até uma cirurgia.

No caso do refluxo gastroesofágico fisiológico, alguns cuidados diários podem melhorar os sintomas. O ideal é fracionar as mamadas para que o bebê não ingira grande quantidade de líquido de uma vez. Também é recomendado mantê-lo em uma posição mais ereta durante a amamentação. Após mamar, ele também deve ficar em pé por um período de cerca de meia hora, tempo indicado para que o leite desça até o estômago e facilite a digestão.

Alguns cuidados na hora de dormir também são importantes, como deixar a criança em uma posição mais vertical e de barriga para cima. Há no mercado almofadas que ajudam a inclinar o colchão do berço e podem ser grandes aliadas contra o refluxo.

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