O sarampo voltou a ser uma preocupação para nosso País. O último surto havia sido registrado em 2014. Em 2016, o Brasil foi certificado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) por ter erradicado o vírus. Mas, neste ano, a doença voltou ao nosso País, com a chegada de venezuelanos que vieram para cá fugindo da crise econômica que assola a Venezuela. O Ministério da Saúde atualizou, neste dia 18 de julho, o número de casos registrados até o momento: 477 casos no Amazonas e 216 em Roraima. Há, ainda, 17 casos isoladas em outras regiões do País, um deles no Estado de São Paulo. A ordem agora é vacinar.

Todas as pessoas com menos de 50 anos que não tiveram a doença ou que não tenham comprovante da vacinação vão precisar ser imunizadas. E crianças a partir de 12 meses, também. O Ministério da Saúde informou que a campanha nacional de vacinação contra o sarampo será de 6 a 31 de agosto. O Dia D está previsto para 18 de agosto. “A vacinação ainda é a forma mais segura de evitar a doença. Por isso, é muito importante que as pessoas tomem a vacina”, explica o pediatra da Pedline, Sidney Volk. Ele ressalta que há necessidade de tomar pelo menos duas doses da vacina, com intervalo mínimo de 30 dias. “Se a pessoa acha que tomou, mas não tem a carteirinha de vacinação, é necessário tomar novamente. Doses a mais não fazem mal. Então, precisa tomar”, orienta.

A transmissão do vírus do sarampo ocorre de pessoa a pessoa, através de secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. É um contágio muito parecido com o da gripe. Ele ocorre cinco dias antes até cinco dias depois do surgimento das lesões na pele. Febre alta, olhos lacrimejando, dificuldade para olhar para a luz, tosse e coriza estão entre os primeiros sintomas. No quarto dia, começam a aparecer manchas avermelhadas, que, em três dias, costumam atingir o corpo todo. O sarampo pode trazer complicações, como encefalite e pneumonia. Há risco de morte, principalmente, em crianças de até dois anos que estejam desnutridas. Para interromper o ciclo de transmissão da doença, é necessário que 95% da população esteja imunizada.

Em caso de suspeita de sarampo, é importante procurar um médico. Apesar de não haver um tratamento específico, o paciente precisa ser acompanhado pelo profissional. Basicamente, é recomendada hidratação, controle da febre com antitérmicos e suplementação de vitamina A, que está associada à redução da mortalidade e da morbidade.

CompartilharShare on Facebook

Comentários

CategoryArtigos

Tradução »