Parafimose, por definição, consiste no aprisionamento de um prepúcio retraído atrás do sulco coronal ou a incapacidade de reduzir um prepúcio retraído sobre a glande para sua posição natural (Figura 1). A constrição pela banda apertada do prepúcio da fimose retraído ocasiona edema, inchaço progressivo e congestão venosa da glande e do prepúcio, podendo ocorrer necrose da glande secundária à oclusão dos vasos que irrigam a glande. Nas crianças com fimose, a parafimose acontece quando há a retração forçada do prepúcio, na tentativa de limpar a glande ou durante ereção, e não se torna possível reduzir o prepúcio após exposição da glande. É comum em ambiente hospitalar a parafimose acontecer após as cateterizações da bexiga por pessoal da área de saúde, quando não há a redução do prepúcio retraído de volta sobre a glande após a cateterização da bexiga.

Geralmente as fimoses grau 2 e 3A causam a parafimose (Figura 2).

Tabela 1 – Classificação de Fimose

  1. Grau 1 – impossível a visualização do meato uretral (figura a).
  2. Grau 2 – visualização do meato uretral e parcial da glande. Anel estenótico (Figura b).
  3. Grau 3A – anel estenótico com explosição da glande com dificuldade (fugura c).
  4. Grau 3B – anel estenótico com explosição da glande com facilidade (figura c).

Figura 1) Parafimose

                                                                  Figura 2) Classificação de fimose     

Tratamento

O seu diagnóstico requer tratamento de urgência em alguma unidade com atendimento de 24 horas, pois existe o risco de necrose peniana, e a dor e o inchaço serão progressivos e de forte intensidade.

Infelizmente os pacientes que evoluem com parafimose por uma fimose mal orientada sofrem bastante dor e o trauma psicológico pode incomodar para toda a vida em crianças acima dos 3 anos, pois sua redução costuma ser feita com muita dor, apesar da anestesia local no pronto socorro (Figura 3). Após essa idade, os pacientes já criam memória até o final da vida.

O tratamento da parafimose pode ser feito com manobras digitais de redução (Figura 4) com ou sem anestesia. Em casos onde a redução está muito difícil, pode-se realizar furos na mucosa, após a anestesia local para diminuição do inchaço, ou a postoplastia, nos casos mais extremos (Figura 5). A realização destes procedimentos o mais precoce possível é a maneira mais eficaz de tratamento da parafimose, evitando a necessidade de realização de anestesia local ou até geral.

Algumas semanas após a resolução da parafimose, o paciente deve ser preparado para uma cirurgia de fimose (postectomia) eletiva, pois existe o risco de novo episódio de encarceramento da glande.

                                           Figura 3) Anestesia local                       

Figura 4) Redução manual 

 Figura 5) Redução cirúrgica – postoplastia

“Em nenhuma circunstância as informações aqui publicadas substituem a consulta com o seu médico”

“Para mais informações procure sempre o seu Cirurgião Pediátrico e realize uma consulta presencial antes de qualquer iniciativa”

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