A cirurgia para correção da orelha de abano se apresenta como importante aliada na resolução de situações delicadas, como bullying na infância e concorrência no mercado de trabalho.

Pessoas do mundo inteiro com características físicas fora do padrão, a exemplo das orelhas de abano, sofrem transtornos em todas as etapas da vida. Aqui no Brasil não é diferente. O país só fica atrás dos Estados Unidos no número de cirurgias plásticas corretivas, com mais de 1 milhão e meio de procedimentos por ano. Entre os mais procurados, está a Otoplastia, popularmente conhecida como correção da orelha de abano, problema que atinge cerca de 5% da população mundial e envolve crianças e adultos.

A Otoplastia pode melhorar a forma, a posição ou as proporções das orelhas. A cirurgia de orelha de abano corrige um defeito na estrutura das orelhas, presente desde o nascimento, que se torna aparente com o desenvolvimento. Em outras situações, também recupera orelhas deformadas em casos de lesão.

Quem tem o problema geralmente passa a infância sofrendo bullying. Nessa etapa da vida, a criança fica muito exposta às brincadeiras e piadas indesejadas dos colegas, muitas vezes ofensivas, o que pode resultar em diminuição da autoestima e da confiança. O mesmo efeito também ocorre na fase adulta, no ambiente social, de trabalho, etc.

No entanto, de acordo com o cirurgião plástico Mauro Speranzini, um dos maiores especialistas do mundo em Otoplastia, o procedimento para a correção da orelha de abano pode ser realizado a partir dos seis anos. “Nessa idade, a cartilagem já é estável o suficiente, e a orelha já atingiu um tamanho que caracteriza o defeito”.

 

Complexidade da Otoplastia

Do ponto de vista do paciente, a cirurgia é muito simples, pois é de curta duração, sem internação e com pós-operatório bastante tranquilo. Do ponto de vista médico e estético, já é diferente, já que o objetivo da cirurgia não é apenas “fechar as orelhas”, mas sim remodelá-las, mantendo-se as proporções corretas de suas estruturas, de modo que fiquem naturais e sem qualquer sinal de que tenha havido intervenção cirúrgica para isso. “Naturalidade é fundamental para um bom resultado”, destaca Dr. Mauro. Segundo ele, a operação consiste no remodelamento de estruturas das orelhas de modo a reduzir seu distanciamento do crânio, de maneira natural. A duração do procedimento cirúrgico varia de 1 a 4 horas, de acordo com a complexidade de cada caso, e é realizada com anestesia local, com ou sem sedação, sem riscos de comprometer órgãos vitais.

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