Outras 4.231 vítimas ficaram com algum tipo de invalidez permanente

Entre janeiro a junho de 2019, 6.084 crianças e adolescentes, com idade entre 0 e 17 anos, foram indenizados pelo DPVAT, seguro obrigatório de caráter social. Deste total, 964 morreram e 4.231 ficaram com algum tipo de invalidez permanente. A maioria (3.467) estava como pedestre na hora do acidente.

O levantamento, divulgado pela Seguradora Líder, aponta, ainda, que as motocicletas foram responsáveis pela maior parte das ocorrências, com 3.342 indenizações. Em seguida, estão os automóveis, com 2.161 casos. Minas Gerais (628), São Paulo (617), Ceará (422), Paraná (392) e Maranhão (361) foram os estados que tiveram mais benefícios pagos a vítimas entre 0 e 17 anos neste primeiro semestre.

Os números não correspondem a todas as ocorrências registradas no País, já que muitos não acionam o seguro, mas já retratam uma realidade que poderia ser evitada. De acordo com a SBAIT (Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado), praticamente 100% dos casos de trauma, que incluem as ocorrências de trânsito, poderiam ser evitados com prevenção, afinal, em quase todos, há pelo menos um fator de imprudência.

“Como no caso de crianças e adolescentes, a responsabilidade maior ainda é do adulto, é importante que os responsáveis estejam atentos ao uso de cinto de segurança, inclusive no banco traseiro, e ao de dispositivos de segurança, como bebê conforto, cadeirinha e assento, indicados para cada faixa etária”, explica o presidente da SBAIT e cirurgião do trauma, Tércio de Campos. Além disso, é fundamental respeitar as leis de trânsito, ou seja, não ultrapassar em local proibido, trafegar dentro do limite de velocidade da via, não usar celular enquanto dirige, não dirigir após o consumo de bebida alcoólica. “E, no caso de pedestres, atravessar na faixa de segurança, olhar para os dois lados, não ficar parado em local em que há fluxo de veículo. São atitudes simples, mas que nem sempre tomamos, e colocar a vida das pessoas em risco”, destaca Campos.

O Código de Trânsito Brasileiro divide em três tipos os dispositivos de segurança para as crianças. A indicação de cada um varia de acordo com peso e idade. O bebê-conforto é indicado para bebês com até 1 ano de idade ou 10 quilos. Ele precisa ser colocado no banco traseiro, com a criança virada de costas para a frente do veículo. A cadeirinha deve ser utilizada por crianças com idade entre 1 e 4 anos. Diferentemente do bebê-conforto, a criança fica sentada virada para a frente do carro. Após os quatro anos, a criança pode usar o assento de elevação, que tem como principal objetivo deixá-la mais alta para que o cinto de segurança não fique próximo ao pescoço. Toda criança deve ser transportada no banco traseiro até os 10 anos de idade.

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