Cerca de 12.500 crianças e adolescentes devem ser notificadas com câncer em 2018, segundo estimativa do INCA (Instituto Nacional do Câncer). No dia 23 de novembro, é celebrado o Dia Nacional do Combate ao Câncer Infantojuvenil e, para conscientizar as pessoas sobre a doença, o GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer) está divulgando sinais e sintomas que podem ajudar a fazer o diagnóstico precoce.

De acordo com a instituição, o diagnóstico precoce ajuda a aumentar as chances de cura, que hoje são de cerca de 80%. Confira alguns sintomas que merecem atenção:

– dores de cabeça e vômito
– caroços no pescoço, axilas e virilha
– ínguas que não resolvem
– dores nas pernas que não passam e atrapalham as atividades das crianças
– manchas arroxeadas na pele, como hematomas ou pintinhas vermelhas
– aumento de tamanho de barriga
– brilho branco em um ou nos dois olhos quando a criança sai em fotografias com flash

Como muitos desses sintomas são semelhantes a doenças infantis comuns, é preciso redobrar a atenção caso eles não desapareçam entre 7 e 10 dias. Neste caso, é fundamental voltar ao médico e pedir um diagnóstico mais detalhado, com exames laboratoriais e radiológicos.

Dados do Inca:

O câncer infantil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. Os tumores mais frequentes na infância e na adolescência são as leucemias (que afetam os glóbulos brancos), os do sistema nervoso central e linfomas (sistema linfático).

Também acometem crianças e adolescentes o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tipo de tumor renal), retinoblastoma (afeta a retina, fundo do olho), tumor germinativo (das células que vão dar origem aos ovários ou aos testículos), osteossarcoma (tumor ósseo) e sarcomas (tumores de partes moles).

Assim como em países desenvolvidos, no Brasil, o câncer já representa a primeira causa de morte (8% do total) por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos.

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