A dermatite atópica tem como característica a inflamação da pele de forma crônica apresentando vermelhidão e coceira em graus variáveis. É uma doença que cursa, geralmente, com outras doenças alérgicas: a asma e a rinite alérgica.
Ela decorre em parte de fatores hereditários, pois se observa que crianças com um dos pais portadores da condição atópica (dermatite atópica, rinite ou asma) tem 25% de chance de desenvolver a dermatite, e para as que têm ambos os pais afetados, esta chance sobe para 50%.

O eczema atópico é sua manifestação mais comum e caracteriza-se por lesões inflamadas da pele, avermelhadas, que coçam, descamam e, às vezes, ficam úmidas. Inicia-se no primeiro ano de vida, na maioria dos casos, tem uma evolução crônica e cerca de 60% das crianças apresentam redução ou desaparecimento das lesões antes da adolescência. No bebê as lesões predominam na face e nas superfícies externas dos braços e pernas.

Nas crianças maiores e nos adultos as lesões acometem principalmente as dobras do corpo, como as dos joelhos, cotovelos e pescoço. Nos casos mais graves, pode acometer grande parte da superfície corporal. Portadores de dermatite atópica apresentam uma incidência maior de infecções bacterianas, fúngicas ou virais da pele. Apesar da melhora gradativa da doença com a progressão da idade, o paciente com dermatite atópica tende a manter, durante toda a sua vida, uma pele ressecada que se irrita facilmente.

O ressecamento da pele é um fator observado nos atópicos, pois estes possuem menor proteção cutânea natural. Desta maneira, os cuidados com o banho (evitar água muito quente, banhos demorados, uso de sabonetes inadequados e buchas) e o uso de hidratantes apropriados após o banho são essenciais para o controle desta condição de pele tão incômoda. Além disso, cuidados para manter os ambientes de casa limpos e arejados também colaboram para o tratamento. Manter a mente e corpo em equilíbrio por meio da realização de esportes e atividades relaxantes no dia-a-dia. Sabe–se hoje que também fatores emocionais interferem na causa da doença.

Há a tendência de melhora e até mesmo resolução do quadro na adolescência, mas em alguns casos, a dermatite atópica pode permanecer durante a vida adulta.

Pacientes com dermatite atópica devem ser acompanhados pelo dermatologista, pois ele é o melhor profissional para conduzir as crises agudas e orientar medidas importantes para a manutenção do tratamento, reduzindo, assim, a intensidade e número das crises. Durante as crises prescreve-se medicamentos em creme e via oral.

“Em nenhuma circunstância as informações aqui publicadas substituem a consulta com o seu dermatologista”

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