É comum os pais terem dúvidas sobre as fezes de seus filhos, que realmente merecem atenção. Por isso, a gastroenterologista pediátrica Dra. Camila P. M. Aguirre esclareceu os principais pontos relacionados a este assunto. Confira:

1) Com qual frequência uma criança deve ir ao banheiro?
A frequência das evacuações é muito variável e muda de acordo com a idade. O mais comum é que as idas ao banheiro ocorram de uma a duas vezes por dia ou até 1 x a cada 2 – 3 dias, mas, além disso, é muito importante observar o formato e a consistência das fezes, que devem ser pastosas e macias, sem dor ou esforço e sem sangramentos.

2) E nos bebês recém-nascidos, esse padrão muda?
Sim, nos recém-nascidos e bebês com até 6 meses de vida, quando alimentados exclusivamente de leite materno, as evacuações podem ocorrer após cada mamada, de forma explosiva. Mas alguns bebês podem apresentar intervalos de até 10 dias entre as evacuações, sendo considerado um ritmo normal. É importante notar que as fezes devem ser sempre amolecidas, e o bebê não deve apresentar sintomas como: vômitos, distensão abdominal, irritabilidade e dificuldade para se alimentar.

3) Meu filho começou a apresentar dificuldades para evacuar após introdução de novos alimentos na sua dieta, isso é normal?
Sim, normalmente a consistência e formato das fezes muda após introdução alimentar. É nessa fase que as fezes começam a ficar mais endurecidas e surgem sintomas como esforço e dor na hora de evacuar.

4) Meu filho segura o cocô, isso é normal?
Sim, a criança desenvolve manobras para evitar a evacuação porque tem medo. O problema é que, assim, as fezes ficam mais endurecidas e a dor mais intensa na próxima evacuação, formando-se um ciclo vicioso e perpetuando esse comportamento.

Fique atento aos sinais de Alarme!
• Fezes muito endurecidas e calibrosas, que entopem o vaso sanitário
• Fezes no formato de bolinhas, que são eliminadas com dor e dificuldade
• Comportamento de retenção
• Dor e distensão abdominal
• Irritabilidade
• Recusa alimentar

Quando identificados esses sinais, não espere, procure um gastropediatra que irá indicar o melhor tratamento, de forma individualizada.


Dra. Camila P. M. Aguirre
CRM 155643
Gastroenterologista Pediátrica

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