Todos sabemos que existem profissionais bons e ruins nas mais diversas áreas. A pergunta é, quando depende da sua saúde, como decidir pelo melhor médico?

Vamos primeiro estabelecer o que é um bom médico? Bom médico é aquele com boa formação, estudioso e dedicado, certo? Não, o bom médico é aquele que apresenta bons resultados! Só que nós não temos esses dados, e os dados que existem não estão facilmente disponíveis, então utilizamos de maneiras indiretas para determinar o bom médico.
A boa formação é um bom indicador da origem do médico. Não podemos estabelecer se um médico é bom o ruim só pela faculdade ou residência que ele fez, mas quem não fez residência, ou não tem o título reconhecido, já perde muitos pontos. Para saber a formação e titulação do seu médico entre no site do Conselho Regional de Medicina do seu estado (www.cremesp.org para São Paulo) e coloque o nome e/ou CRM do médico para investiga-lo e ver se tem titulação reconhecida pela sociedade. Isso atesta que ele preencheu todos os critérios para ser considerado apto na área.

Ele é estudioso? Como determinar isso? Veja seu currículo no Lattes (http://lattes.cnpq.br/) Lá você pode ver se ele participa de congressos, apresenta palestras, escreve artigos científicos, publica capítulos de livros e se atualiza-se constantemente. Atualmente a rede social de cientistas ResearchGate (https://www.researchgate.net/) fornece até uma nota de relevância científica para cada um dos seus associados e o Google Scholar (http://scholar.google.com) publica o índice H de reconhecimento pelos seus pares.

Ele é dedicado? Um pouco mais difícil responder, mas acredito que o foco seja a solução. O médico atua em uma só doença, em uma só especialidade? A probabilidade de fazê-lo bem é maior. Muito adepto de modinhas passageiras? Geralmente aquele que faz de tudo um pouco não consegue se aprofundar em nenhuma área. Aqui a indicação de um colega médico pode ajudar.

Como pesquisar sobre a doença

A informática em saúde está cada vez mais próxima do dia a dia do médico, que está usando prontuários eletrônicos, guias de medicamentos, tabelas de código CID ou de procedimentos em seu celular, e é natural que a pesquisa científica também se beneficie da tecnologia. A informática deve ser encarada como um conjunto de ferramentas que deve ser utilizada da maneira correta como meio para elaboração da pesquisa. É necessário inicialmente definir a questão que se deseja investigar, e empregar os termos corretos para elaboração de uma busca com alta sensibilidade e especificidade nos diversos motores de busca ou diretórios. O Google por exemplo, oferece muito mais do que a página inicial de busca simples, e essas ferramentas avançadas são úteis para encontrar o artigo desejado. Os mecanismos dedicados às ciências da saúde oferecem diversos serviços como artigos em PDF ou fotocópias de artigos publicados e podem ser utilizados por qualquer um que se cadastre. No momento que um artigo ou site que preenche os critérios de inclusão da pesquisa é encontrado, este deve ser avaliado em sua veracidade e a postura crítica do leitor é essencial nesse momento.

A fonte de todo conhecimento medico está nos artigos científicos originais publicados em periódicos. Beber da fonte é o desejado. Mas a fonte é muito abundante, e, no mundo de hoje devemos filtrar os dados assimilados. Alternativa é estudar por meta-análises, uma técnica estatística especialmente desenvolvida para integrar os resultados de dois ou mais estudos independentes, sobre uma mesma questão de pesquisa, combinando, em uma medida resumo, os resultados de tais estudos. Ou seja, você tem a interpretação de diversos estudos em um só. Meta-análises são publicadas como artigos originais em revistas, que pode ser pesquisado no Google Scholar (http://scholar.google.com) ou de um lugar muito legal chamado Biblioteca Cochrane.

A Biblioteca Cochrane (http://www.bireme.br/cochrane) é uma coleção de fontes de informação de boa evidência em atenção à saúde, disponível gratuitamente para toda América Latina (http://cochrane.bvsalud.org/) atraves da Bireme e da Organização Pan-americana da saúde (PAHO). Inclui a base de dados de Revisões Sistemáticas Cochrane, em texto completo em inglês, além das bases de dados de ensaios clínicos, de avaliação econômica de intervenções em saúde, de avaliação de tecnologias de saúde e resumos estruturados de outras revisões sistemáticas. A biblioteca é atualizada nos meses de janeiro, abril, junho e outubro e representa a versão original completa da Cochrane Library.

A Biblioteca Cochrane Plus inclui praticamente todas as bases de dados da Biblioteca Cochrane, em inglês, e mais um conjunto de bases de dados adicionais e exclusivas em espanhol: Base de Dados Cochrane de Revisões Sistemáticas (grande parte de revisões sistemáticas da Cochrane que foram traduzidas para o espanhol), Registro de Ensaios Clínicos Ibero-Americanos, Bandolera (tradução realizada por “Los Bandoleros” da revista Bandolier do National Health Service britânico), revista Gestión Clínica y Sanitaria, relatórios das Agências Ibero-Americanas de Avaliação de Tecnologias em Saúde, KOVACS (Resumos de revisões sistemáticas sobre dor nas costas) e artigos da revista Evidencia.
O cadastro no sistema é gratuito e é feito no link “Registro de usuários”.

O sistema permite o uso de “coringas” ($) e os termos utilizados devem estar em inglês, podendo ser palavras do texto principal, do título, do resumo ou nome do autor. A busca é realizada nos diretórios e apresentada separadamente, sendo possível refiná-la pela data, situação do documento, ou restrições de busca.
A busca por tópicos é feita manualmente dentro do grupo temático escolhido, que, assim como um diretório de pesquisa, tem nos subgrupos ramificações do assunto escolhido.

O Centro Cochrane do Brasil (http://www.centrocochranedobrasil.org.br/) oferece notícias, informações e cursos sobre banco de dados Cochrane.

Uso do reembolso médico

O que fazer quando um médico de confiança não está credenciado no plano de saúde contratado? Em alguns casos, é possível se consultar com o profissional e depois pedir reembolso pelo plano.

Quando você utiliza o sistema de reembolso médico, ou livre escolha, do seu plano de saúde, você será reembolsado das despesas. Muitas vezes esse reembolso não é o suficiente para cobrir a consulta particular, mas caso seja pago na consulta e no retorno, esse valor pode se aproximar da consulta particular, de modo que você passa a ter as facilidades de um paciente particular em consulta reembolsada pelo convênio. Quando um convênio oferece o reembolso médico e a livre escolha, isso não vale só para o profissional médico a ser escolhido, mas também para a estrutura. O custo hospitalar também pode ser requisitado como reembolso pelo paciente. Dessa forma, se você não tem direito a um determinado hospital ou day hospital, mas deseja fazer o tratamento nesse local, pode fazê-lo e pedir o reembolso depois. A maioria das seguradoras possui o sistema de reembolso médico, alguns planos de alguns convênios também, dependendo do seu contrato. Saiba mais lendo o manual ou contrato do seu convênio.

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“Para mais informações procure sempre o seu Cirurgião Pediátrico e realize uma consulta presencial antes de qualquer iniciativa”

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