A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas. Ela é resultado da associação entre fatores genéticos e ambientais, tendo também alta associação com outras doenças alérgicas, sendo que 80% das crianças com dermatite atópica desenvolvem asma e/ou rinite alérgica ao longo da vida.

Para se realizar o diagnóstico da asma, é necessário exame clínico detalhado, já que as principais características desta enfermidade são: história de sintomas sazonais (que pioram ou aparecem de acordo com certas estações do ano), tosse e chiado no peito com som agudo. A tosse na asma é o principal sintoma, geralmente seca, muitas vezes noturna e com duração de mais de 3 semanas. Alguns exames complementares podem ser importantes para corroborar o diagnóstico, como radiografia de tórax, provas de função pulmonar e espirometria. Porém estes exames são difíceis de realizar em crianças abaixo de 5 anos de idade.

O principal objetivo do tratamento é controlar as crises de falta de ar e as atividades físicas, sociais e intelectuais da criança. Também é importante o controle da inflamação para evitar maiores danos aos pulmões. Ou seja, melhorar a qualidade de vida da criança, e diminuir o dano causado à sua saúde.

O tratamento é dividido em duas partes: controle dos estímulos alérgicos e a administração de medicamentos inalatórios para diminuir a inflamação pulmonar.

A base do tratamento é o controle do ambiente e de hábitos da criança, retirando quaisquer objetos que possam trazer o ácaro e a poeira para suas vias respiratórias, portanto, é necessário retirar bichos de pelúcia, cortinas, tapetes e carpetes do ambiente onde ela dorme ou onde passa a maior parte do tempo. Também é importante a limpeza úmida do ambiente (pois a poeira varrida pode permanecer em suspensão por até 24 horas, sendo inalada pela criança), e os pais ou cuidadores devem abandonar o tabagismo, uma vez que a simples fala destes próximo ao asmático é suficiente para dissipar substancias capazes de desencadear a crise.

A outra etapa do tratamento é a administração de medicamentos inalatórios para controle do processo inflamatório. Existe grande preconceito das famílias quanto ao uso destes medicamentos, por acharem que “ele vicia” a criança, ou que geraria uma dependência da medicação. Na verdade, hoje em dia há muito recurso no uso de substâncias inalatórias, o que garante o controle dos sintomas e o retorno das atividades normais das crianças. Boa parte deste preconceito está no uso inadequado das medicações e/ou na falta de controle do ambiente por parte da família. Também o efetivo tratamento para rinite alérgica – muitas vezes associada ao quadro asmático – é fundamental para o controle dos sintomas.

Assim, é fundamental a atuação multiprofissional, a parceria da família e o controle do ambiente, no sentido de construir a melhor abordagem das crianças com o diagnóstico de asma, para que os objetivos sejam traçados e atingidos.

 

“Em nenhuma circunstância as informações aqui publicadas substituem a consulta com o seu médico”

“Para mais informações procure sempre o seu Cirurgião Pediátrico e realize uma consulta presencial antes de qualquer iniciativa”

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